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Dermatite em Pets: Como o Calor Afeta a Pele do Seu Cão

Alerta de Verão: Por que o calor pode ser o maior inimigo da pele do seu pet? Com as temperaturas a subir, a nossa preocupação costuma focar-se na hidratação e no passeio em horários frescos. Mas sabia que o calor e a humidade são a combinação "perfeita" para o aparecimento de doenças de pele? Recentemente, especialistas alertaram para o aumento significativo de casos de dermatite em cães e gatos durante os meses mais quentes. Segundo a veterinária Carla Perissé, especialista em dermatologia, o ambiente quente e húmido favorece a proliferação de microrganismos que atacam a saúde cutânea dos nossos melhores amigos. Os Vilões do Verão Não é apenas o sol forte que incomoda. A junção do calor com a humidade cria o cenário ideal para: Sarnas e Micoses: Fungos e ácaros reproduzem-se mais rapidamente. DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga): O calor acelera o ciclo de vida das pulgas, aumentando o risco de picadas e reações alérgicas severas. Proliferação Bacteriana: O suor ...

Banhos e tratamento eficaz contra dermatofitose de cães e gatos


A dermatofitose é uma dermatopatia fúngica em que o agente etiológico isolado com maior frequência no Brasil é o Microsporum canis, seguido pelo Microsporum gypseum e pelo Tricophyton mentagrophytes. É importante ressaltar que é uma antropozoonose.

As lesões cutâneas mais comumente observadas na espécie canina são: eritema, escamas e crostas associadas à alopecia e prurido classificado como moderado em aproximadamente 50% dos animais, sendo ausente nos outros 50% dos casos. Tais lesões apresentam configuração circular ou policíclica.

Em gatos, essa configuração de lesão também é frequente, mas o prurido está ausente em quase 90% dos casos. Além disso, aproximadamente 25% dos felinos tornam-se portadores assintomáticos e devem ser identificados e tratados, pois são fontes de infecção.

Em gatos da raça Persa, há descrição de ocorrência de pseudomicetomas (infecção subcutânea causada por M. canis).

O diagnóstico é realizado através de dados de identificação e anamnese, aspecto morfométrico das lesões, complementados pelos resultados de exames subsidiários tais como: lâmpada de Wood, exame micológico direto e cultivo micológico. O cultivo micológico é o método de eleição para o diagnóstico da dermatofitose, já que estabelece o gênero e a espécie do agente etiológico.

TERAPIA

Os quadros localizados e focais podem ser resolvidos, dependendo da localização, apenas com terapia tópica. Já quadros multifocais ou generalizados requerem associação tópica e sistêmica.

A tosa do animal acometido auxilia na e cácia dos tratamentos, pois diminui o substrato para a proliferação do fungo.

Terapia tópica: os xampus são excelentes apresentações de medicação tópica pela facilidade de aplicação, por tanto, são os agentes de escolha na terapia das dermatofitoses. Banhos com xampu à base de clorexidine a 3% são opções seguras e eficazes no tratamento da dermatofitose de cães e gatos.

Terapia sistêmica: os fármacos mais utilizados são a griseofulvina, o cetoconazol, o itraconazol e a terbinafina.

ATENÇÃO

O clínico não deve basear-se apenas na melhora clínica das lesões para a suspensão da terapia e sim, no mínimo, em um cultivo micológico negativo, na pós-terapia. As medidas de higiene ambiental são extremamente impor tantes, já que os dermatófitos podem permanecer viáveis no ambiente por até 18 meses.

Hexadene® Spherulites é um xampu à base de clorexidina a 3%, com ação antifúngica e antibacteriana, ideal para as dermatofitoses localizadas ou para associação com terapia sistêmica nos casos generalizados em cães e gatos. Sua formulação exclusiva contém as microcápsulas SpherulitesTM, que liberam o princípio ativo de forma gradual, garantindo a praticidade de apenas 1 banho por semana.

Referência Bibliográfica:
LARSSON, C.E.; LUCAS, R.Tratado de medicina externa: dermatologia veterinária. São Caetano do Sul, SP : Interbook, 2016. p. 243-265.




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