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Dermatite em Pets: Como o Calor Afeta a Pele do Seu Cão

Alerta de Verão: Por que o calor pode ser o maior inimigo da pele do seu pet? Com as temperaturas a subir, a nossa preocupação costuma focar-se na hidratação e no passeio em horários frescos. Mas sabia que o calor e a humidade são a combinação "perfeita" para o aparecimento de doenças de pele? Recentemente, especialistas alertaram para o aumento significativo de casos de dermatite em cães e gatos durante os meses mais quentes. Segundo a veterinária Carla Perissé, especialista em dermatologia, o ambiente quente e húmido favorece a proliferação de microrganismos que atacam a saúde cutânea dos nossos melhores amigos. Os Vilões do Verão Não é apenas o sol forte que incomoda. A junção do calor com a humidade cria o cenário ideal para: Sarnas e Micoses: Fungos e ácaros reproduzem-se mais rapidamente. DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga): O calor acelera o ciclo de vida das pulgas, aumentando o risco de picadas e reações alérgicas severas. Proliferação Bacteriana: O suor ...

A importância da desinfecção dos ambientes veterinários

A desinfecção de ambientes é uma das principais medidas de prevenção da disseminação de doenças. O processo de desinfecção é a eliminação de formas vegetativas, existentes em superfícies inanimadas, mediante a aplicação de agentes químicos e/ou físicos. Trata-se de uma medida fundamental para segurança do ser humano e dos animais.

Infecções hospitalares

Clínicas, hospitais e consultórios veterinários são áreas críticas para disseminação de patógenos que podem persistir em superfícies por anos. Esses locais são reservatórios de microrganismos multirresistentes aos antibióticos.

Portanto, a correta esterilização de materiais e a desinfecção de ambientes são obrigatórias em todo e qualquer estabelecimento veterinário. Aqui é importante diferenciar esterilização de desinfecção:

  • Esterilização: é o processo químico ou físico que visa eliminar toda e qualquer forma de vida presente no material ou ambiente. A correta esterilização elimina 100% dos microrganismos presentes, incluindo esporos em sua totalidade.
  • Desinfecção: é o processo que visa inativar ou reduzir significativamente o número de microrganismos presentes no material ou ambiente. A correta desinfecção elimina a potencialidade infecciosa do objeto ou superfície.

Esses dois processos são indicados para superfícies e materiais diferentes, sendo que a regra básica é: tudo que não possa ser esterilizado (por questões técnicas) deve ser desinfetado.

Áreas e objetos do ambiente como pisos, pias, bancadas, paredes, quintais, mesas, entre outros não podem ser esterilizados devido à inexistência de um método eficaz e viável para tal, por exemplo. Além disso, métodos de desinfecção são suficientes para manter essas áreas seguras.

Existe uma classificação criada pela ANVISA (2002) que orienta a respeito dos riscos dos artigos utilizados em consultórios e clínicas:

  • Artigo crítico: aquele utilizado em procedimentos de alto risco para desenvolvimento de infecções ou que penetra tecidos ou órgãos. Requer esterilização para uso. Ex.: instrumental cirúrgico, agulhas hipodérmicas, cateteres vasculares, pinças de biópsia.
  • Artigo semi-crítico: aquele que entra em contato com a pele não íntegra ou com mucosa. Requer desinfecção de alto nível ou esterilização para uso. Exemplos: equipamentos de terapia respiratória e de anestesia, endoscopia.
  • Artigo não crítico: utilizado em procedimentos com baixíssimo risco de desenvolvimento de infecções associadas ou que entra em contato apenas com pele íntegra. Requer desinfecção de baixo ou médio nível, dependendo do risco de transmissão secundária de microrganismos de importância epidemiológica. Exemplos: roupas de cama e banho e mobiliário de paciente, paredes e pisos, termômetro axilar, diafragma de estetoscópio, aparelhos de pressão.

Desinfetantes

Os desinfetantes são classificados pelo seu nível de ação: alto, médio e baixo.

  • Alto nível: são os desinfetantes que podem eliminar quase toda forma de vida, incluindo até uma grande parte dos esporos (dependendo do caso). São recomendados para materiais semi-críticos. Exemplos: glutaraldeído, ácido peracético e peróxido de hidrogênio.
  • Médio nível: substância química que elimina bactérias vegetativas, micobactérias, a maioria dos vírus e fungos em um período de tempo de no mínimo trinta minutos, sem ação contra esporos bacterianos. É recomendada para artigos não críticos. Exemplos: Formol, hipoclorito de sódio (dependendo da concentração e do tempo de exposição) e álcool 70%.
  • Baixo nível: substância química que elimina bactérias vegetativas, alguns vírus e fungos em um período de tempo menor ou igual a dez minutos, sem ação contra micobactérias e esporos bacterianos. Exemplos: quaternário de amônio, detergentes e hipoclorito de sódio em baixas concentrações.

Vale ressaltar que nível de ação, e consequentemente a eficácia e espectro de ação, dependem do tempo de ação, da concentração do desinfetante e da correta limpeza prévia do material.

É sempre necessária uma limpeza física (com escovas e esponjas, por exemplo) e química, com detergentes e sabão para retirada total da matéria orgânica, previamente à desinfecção.

Desinfecção de ambientes domésticos

Fora de hospitais e clínicas, os riscos de contaminação dos animais é bem mais baixo, porém também é significativo. Existem inúmeras zoonoses de grande importância que podem ser transmitidas no ambiente doméstico.

Além disso, algumas doenças que não são zoonoses, mas que são graves para os animais, podem ser disseminadas. Como exemplo, podemos citar a parvovirose, doença viral muito prevalente e com alta taxa de mortalidade.

O parvovírus é extremamente resistente e pode ficar no ambiente por anos caso não haja uma correta desinfecção de todos os locais que o animal acometido teve contato. Muitas vezes, o animal portador não está mais na residência há um bom tempo, e quando a pessoa adquire outro cão, este é acometido pela mesma doença.

Características do desinfetante ideal

Na hora de escolher o desinfetante para uso na clínica, devemos levar em conta alguns fatores:

  • – Espectro de ação: se atinge todas as formas bacterianas e de vírus (envelopados e não envelopados), além de fungos. Se tem ação contra esporos (dependendo do caso é necessário)
  • – Toxicidade: alguns desinfetantes são muito eficazes, porém são tóxicos. O aplicador deve levar isso em conta pela questão risco X benefício.
  • – Facilidade de uso: existem desinfetantes prontos para uso, ou que dependem apenas de diluição em água, facilitando a aplicação.
  • – Tempo de ação: verificar quanto tempo é necessário para correta desinfecção do material.
  • – Custo X benefício: deve-se avaliar o custo do produto, e caso seja muito alto, checar se há necessidade de uso daquela opção.

Gliocide, uma solução desinfetante completa

Gliocide é uma associação de dois desinfetantes consagrados por sua eficácia e segurança, Glioxal e Quaternário de amônio.

Glioxal (aldeído oxálico): é considerado um desinfetante de alto nível, apresenta propriedades desinfetantes similares ao glutaraldeído. Seu espectro de ação abrange vírus (inclusive não envelopados), fungos e bactérias gram-positivas e gram-negativas. Apresenta atividade contra esporos bacterianos.

Quaternário de amônio: desinfetante de baixa toxicidade, muito utilizado para superfícies em clínicas e hospitais veterinários. Eficaz contra fungos, vírus envelopados e bactérias. Não é irritante para pele.

Gliocide é prático de usar, basta diluir de 1 mL do produto para cada 400 mL de água. Indicado para uso em instalações, por exemplo, canis e gatis, clínicas e hospitais veterinários. Pode ser utilizado também para desinfecção e limpeza de utensílios.



Referências

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária 


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