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Por Uma Ética que Inclui Todas as Vidas

Manifesto Vegano: Por Uma Ética que Inclui Todas as Vidas Não foi apenas um boi correndo pelas ruas. Foi um corpo tentando sobreviver. Foi o instinto gritando mais alto que o sistema. Quando um animal foge a caminho do abate, ele expõe uma verdade que muitos preferem não enxergar: ninguém quer morrer . Nenhum ser senciente aceita a violência de forma passiva. O medo, a dor e o desejo de viver não são exclusivos da espécie humana. O veganismo nasce dessa constatação simples e incontestável: explorar animais não é necessidade, é escolha . Animais não são produtos Chamam de “cadeia produtiva”, “mercadoria”, “abate humanizado”. Nós chamamos de exploração. A linguagem suaviza, mas não elimina a realidade: vidas são reduzidas a números, peso e lucro. O boi que correu não era um acidente. Ele é a consequência direta de um sistema que transforma indivíduos em coisas e normaliza a violência desde que ela seja lucrativa e legalizada. A violência invisível também é violência A maioria dos animai...

Cavalo agredido nas Olimpíadas reacende debate sobre animais no esporte

A treinadora alemã Kim Raisner deu um soco no cavalo Saint Boy durante a prova feminina de pentatlo moderno

A treinadora alemã Kim Raisner foi expulsa dos Jogos Olímpico de Tóquio  neste sábado (7), após dar um soco no cavalo que a atleta Anikka Schleu tentava acalmar. A cena aconteceu durante a prova de hipismo do pentatlo moderno, na sexta-feira. Na modalidade, é preciso montar um cavalo desconhecido e o desafio é fazer com que ele seja domado. 

Kim dava instruções para que Anikka golpeasse o animal, o que foi atendido aos prantos pela atleta – com uso de chicote. A treinadora, então, deu um soco na anca do cavalo – cujo nome é Saint Boy.

Anikka terminou a prova em 31º lugar e Kim foi punida pela União Internacional do Pentatlo Moderno (UIMP). “A UIPM deu um cartão preto para a treinadora alemã Kim Raisner, desclassificando-a do restante de Tóquio 2020”, diz o comunicado do órgão. Alfons Hörmann, presidente da Federação Olímpica da Alemanha, concordou com o afastamento e declarou que foi a "melhor solução" para evitar "mais questionamentos".

Mas os questionamentos não estão passando em branco. Nas redes sociais, muita gente questiona a proporção da medida punitiva. Afinal, ao demonstrar como se comporta frente a um cavalo estressado, Kim Raisner devia continuar atuando como técnica? E as indagações não param por aí. A cena do animal atordoado também causou desconforto por si só e fez surgir questionamentos sobre o grau de estresse dos cavalos na modalidade.

Durante a semana, outras situações ocorridas com cavalos olímpicos também geraram repercussão. Um animal da delegação suíça foi sacrificado por conta de um grave ferimento, um da delegação sueca fugiu após queda da amazona e um da delegação irlandesa teve sangramento no nariz – causada por uma lesão superficial, segundo exames.

Em entrevista ao jornal O Globo, o treinador da Equipe Brasileira Militar de Salto, Paulo Franco, disse que acidentes são cada vez mais raros no hipismo – especialmente os que levam à eutanásia. Ele também frisa que as regras referentes ao bem-estar animal são muito rigorosas em competições como as Olimpíadas.

“Os cavalos são submetidos a uma avaliação pós-prova, onde os juízes examinam se os membros estão machucados, se há sangramentos ou lesões no pulmão. Os veterinários da federação avaliam o nível de risco. Se aquilo puder comprometer os movimentos ou o bem-estar do cavalo, ele é eliminado”, diz Paulo. 

“Antigamente acontecia acidentes, mas hoje é raro. Em 35 anos de carreira nunca aconteceu comigo. Alguns cavalos se machucaram, mas tudo é reversível. Hoje em dia, temos todos os cuidados e acompanhamento necessários. Os cavalos só são colocados na competição se estiverem 100% dentro das condições de saúde”, acrescenta.


Veja Abaixo:

Treinadora alemã é expulsa dos Jogos Olímpicos por maltratar cavalo



Fonte: Galileu 


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