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Dermatite em Pets: Como o Calor Afeta a Pele do Seu Cão

Alerta de Verão: Por que o calor pode ser o maior inimigo da pele do seu pet? Com as temperaturas a subir, a nossa preocupação costuma focar-se na hidratação e no passeio em horários frescos. Mas sabia que o calor e a humidade são a combinação "perfeita" para o aparecimento de doenças de pele? Recentemente, especialistas alertaram para o aumento significativo de casos de dermatite em cães e gatos durante os meses mais quentes. Segundo a veterinária Carla Perissé, especialista em dermatologia, o ambiente quente e húmido favorece a proliferação de microrganismos que atacam a saúde cutânea dos nossos melhores amigos. Os Vilões do Verão Não é apenas o sol forte que incomoda. A junção do calor com a humidade cria o cenário ideal para: Sarnas e Micoses: Fungos e ácaros reproduzem-se mais rapidamente. DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga): O calor acelera o ciclo de vida das pulgas, aumentando o risco de picadas e reações alérgicas severas. Proliferação Bacteriana: O suor ...

Ressurgimento da doença do 'verme do coração' em cães do litoral de São Paulo

 Uma doença silenciosa que pode ser fatal. Essa é a doença de Dirofilariose Canina, conhecida popularmente como a doença do verme do coração. 

Apesar de os casos terem se estagnado nos últimos anos,  profissionais de medicina veterinária da Baixada Santista têm notado um ressurgimento de cachorros com diagnóstico na região.

Essa doença é causada por um verme parasita, que segue no sangue do cachorro até chegar o coração. lá ele se aloja e atingir a idade adulta quando se se reproduz, lançando "filhote" na corrente sanguínea do pet. Assim,  o parasita começa a causar alterações nas artérias do coração e,  com o tempo, pode causar uma insuficiência cardíaca no animal.


IMPORTANTE 

“É importante ressaltar que os seres humanos não são um hospedeiro natural para dirofilariose. 

Em casos raros, os heartworms infectaram pessoas, mas não completam seu ciclo de vida. A dirofilariose irá migrar para o pulmão humano e causar uma lesão redonda que se parece com um tumor. 

De acordo com pesquisas recentes, “a maioria dos casos relatados de infecção por dirofilariose (D. immitis) em humanos tem sido em pessoas sem sintomas. 

Pessoas com sintomas podem ter tosse (incluindo tosse com sangue), dor no peito, febre e derrame pleural (excesso de líquido entre os tecidos que revestem os pulmões e a cavidade torácica). ”


Transmissão

A ocorrência está intimamente ligada à presença de mosquitos vetores (Aedesspp., Anopheles spp., Culex spp.), condições climáticas favoráveis, assim como trânsito entre regiões indenes e endêmicas/epidêmicas. O ser humano pode se infectar com D. immitis (pulmão), Dirofilaria repens (pulmão, subcutâneo) e Dirofilaria tenuis (subcutâneo).

A fisiopatologia está intimamente ligada à morte do parasita onde, no cão, pode induzir a obstrução de vasos circulatórios e no ser humano produzir uma lesão nodular com intensa reação inflamatória no parênquima pulmonar com formato de moeda observada nas radiografias.


Diagnóstico

Pode ser diagnosticada pelo exame físico, pela detecção de microfilárias na circulação sanguínea, imunoabsorção enzimática (ELISA), alterações radiográficas, ecocardiografia, ultrassonografia e necropsia.


Tratamento

Há riscos no tratamento; a prevenção com a utilização de drogas nos animais é o método mais eficaz, principalmente em visitas a áreas endêmicas ou epidêmicas, diminuindo-se, assim, o risco para saúde pública devido à disseminação do parasita.


Características

A dirofilariose tem apresentado ampla ocorrência mundial, está relacionada a fatores ambientais (características climáticas, presença de vetores e reservatórios animais infectados) e sóciodemográficos (condições precárias de saneamento e deslocamento de animais e seres humanos de áreas indenes ou silenciosas para regiões endêmicas) favorecendo a disseminação da infecção.

Parasita do sistema circulatório sanguíneo dos animais e do ser humano, causa lesões pulmonares e cardíacas em cães e lesões no parênquima pulmonar nos gatos e seres humanos, podendo, ainda, nesses últimos, causar lesão granulomatosa em forma de moeda.


Conclusão

Como o tratamento pode ser fatal, no caso de cães, e invasivo, no caso dos seres humanos, a principal recomendação é a prevenção das possíveis fontes de infecção, os cães, principalmente quando do deslocamento às regiões com alto índice de infecção, visto o alto número de casos não diagnosticados e registrados em seres humanos, levando esta zoonose, de caráter emergente, ser caracterizada como negligenciada.




Fonte: PedMed

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