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Dermatite em Pets: Como o Calor Afeta a Pele do Seu Cão

Alerta de Verão: Por que o calor pode ser o maior inimigo da pele do seu pet? Com as temperaturas a subir, a nossa preocupação costuma focar-se na hidratação e no passeio em horários frescos. Mas sabia que o calor e a humidade são a combinação "perfeita" para o aparecimento de doenças de pele? Recentemente, especialistas alertaram para o aumento significativo de casos de dermatite em cães e gatos durante os meses mais quentes. Segundo a veterinária Carla Perissé, especialista em dermatologia, o ambiente quente e húmido favorece a proliferação de microrganismos que atacam a saúde cutânea dos nossos melhores amigos. Os Vilões do Verão Não é apenas o sol forte que incomoda. A junção do calor com a humidade cria o cenário ideal para: Sarnas e Micoses: Fungos e ácaros reproduzem-se mais rapidamente. DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga): O calor acelera o ciclo de vida das pulgas, aumentando o risco de picadas e reações alérgicas severas. Proliferação Bacteriana: O suor ...

Pets sentem frio?

Com a queda nas temperaturas e os meses mais frios do ano se aproximando, muitos tutores aproveitam para vestir os seus animais com roupas para lá de fofas. Mas, para muitos pais e mães de pets, o fato dos animais terem pelo e não precisarem de roupas na natureza significa que eles também não devem usá-las quando domesticados. Mas não é bem assim…

Apesar da pelagem, eles também sentem frio, não é à toa que ficam encolhidos, entram embaixo dos cobertores e dormem por mais tempo. “A temperatura corporal média de um canino chega a 39º graus. Um Husky Siberiano, que possui a pelagem espessa feita especialmente para resistir ao frio é, por exemplo, mais resistente ao frio que um Pinscher”, explica Jade Petronilho, veterinária e coordenadora de conteúdo da Petlove.

Segundo a profissional, a pelagem dos pets serve como protetor térmico tanto para o frio quanto para o calor e, de modo geral, quanto mais denso for o pelo do cão, menos frio ele deverá sentir. Além disso, a gordura corporal também é um fator que contribui para o cachorro ser mais (ou menos) resistente ao frio.

Thaís Matos, médica veterinária da DogHero, alerta que, além das características físicas, é preciso levar em consideração a idade do cachorro. Segundo a especialista, pets filhotes e idosos não conseguem regular sua temperatura corporal com eficiência e podem ter quedas bruscas. Os pets que estão com a saúde debilitada também precisam de mais proteção.

Como saber se o pet está com frio?

De acordo com Thaís, cães e gatos são animais de sangue quente e regulam a temperatura do corpo da mesma maneira que os humanos. "Por isso, os sinais de que um cãozinho está passando frio são bem parecidos com os nossos. Uma das primeiras reações do organismo quando o pet sente frio, que buscam aumentar a temperatura interna, é começar a tremer e se chacoalhar (em situações mais severas). Outra indicação é dormir mais do que o normal, letargia e deitar em formato de 'bola', para tentar se aquecer", explica.

Uma outra forma de descobrir como está a temperatura do corpo do pet é tocar na ponta das orelhas e nas almofadinhas das patas. “Se um desses locais estiver muito gelado, o animal precisa se aquecer. Deixe sempre uma coberta disponível para o animal, se ele permitir e não se incomodar, vista uma roupinha e o coloque em um local quentinho e confortável para que ele durma bem e se proteja”, ensina Jade.

Dicas para cuidar de seu pet no frio

Jade também dá outras dicas importantes: “com a queda da temperatura, vale apostar na redução da frequência de banhos e, caso seja necessário banhá-lo, aquecer um pouco mais a água e secar muito, mas muito bem. Se você tem um filhote, vale acostumá-lo desde já com o uso de roupas. Você pode fazer isso escolhendo um modelo adequado e confortável para o tamanho do seu pet, que não limite seus movimentos, associando a um momento de ‘festa’, com muito carinho e brincadeiras”, completa.

Segundo a veterinária Thaís, no inverno, os animais costumam ingerir menos água, como os humanos, portanto recomenda que o tutor espalhe vários potinhos de água pela casa. Além disso, é essencial ficar atento à alimentação: "como o gasto energético é maior na estação mais fria, a quantidade de alimento para o pet pode ser aumentada em cerca de 10%. Essa recomendação é sugerida para cães saudáveis, adultos ou filhotes. Pets obesos devem seguir a dieta orientada pelo médico veterinário. Os gatos dormem mais no inverno e acabam por comer e beber menos, portanto, para manter o peso e a hidratação dos felinos, os alimentos úmidos são as melhores opções", finaliza.



Fonte: CasaeJardim



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