Abandono de animais é crime? Entenda a lei
O abandono de cães e gatos deixou de ser apenas um problema moral para se tornar uma questão legal, sanitária e de segurança pública. Hoje, no Brasil, abandonar um animal não é apenas um ato de irresponsabilidade é crime previsto em lei, sujeito a multa e prisão.
Apesar disso, milhares de animais continuam sendo descartados diariamente em ruas, estradas e terrenos baldios. O que mostra que o problema não está apenas na existência da lei, mas na falta de informação, prevenção e conscientização.
É justamente nesse ponto que atua o trabalho da Projeto Uivos e Miados: educar antes que o abandono aconteça.
O que diz a lei sobre abandono de animais
A legislação brasileira considera abandono uma forma de maus-tratos.
Isso significa que não é necessário haver agressão física deixar o animal sem cuidados já configura crime.
O tutor pode ser responsabilizado quando:
muda de casa e deixa o animal para trás
solta o animal na rua propositalmente
entrega para terceiros sem garantir proteção
deixa sem alimentação, água ou abrigo
abandona em clínicas, pet shops ou praças
A pena pode incluir:
detenção
mais
perda da guarda do animal
proibição de ter novos animais
Ou seja: o animal não é mais tratado como objeto, mas como ser senciente protegido por lei.
Por que ainda existe tanto abandono?
A maioria das pessoas imagina que o abandono acontece por crueldade direta.
Na prática, ele ocorre por despreparo.
Motivos mais comuns:
crescimento do animal além do esperado
custos veterinários
comportamento natural (latir, arranhar, destruir)
chegada de bebê
mudança de residência
viagens e férias
adoções por impulso
Ou seja, o problema começa antes da adoção na decisão mal informada.
O papel da educação na prevenção
Resgatar animais é importante, mas não resolve a origem do problema.
Sem educação, cada adoção vira apenas reposição do abandono anterior.
Por isso surgem iniciativas educativas como o livro Meu filho de quatro patas, disponível na Amazon e no Google Livros.
A proposta não é sensibilizar é preparar.
O conteúdo orienta o futuro tutor a entender:
quanto custa manter um animal ao longo da vida
diferenças comportamentais entre cães e gatos
rotina necessária diária
adaptação em apartamentos
envelhecimento do animal
responsabilidade legal do tutor
A informação reduz drasticamente devoluções e abandonos futuros.
Verdades e mentiras sobre adoção
Mentiras comuns
“Se não der certo, é só doar de novo”
Isso gera ciclo de estresse e aumenta risco de abandono definitivo.
“Animal se acostuma com qualquer lugar”
Mudanças constantes causam traumas comportamentais.
“Filhote é mais fácil”
Filhotes são justamente os que mais exigem tempo, educação e gasto.
“ONG sempre pode receber de volta”
Abrigos não substituem responsabilidade do tutor.
Verdades pouco faladas
O abandono geralmente é planejado semanas antes
Os sinais aparecem: irritação, reclamações, tentativa de doação.
A maioria dos animais abandonados já teve casa
O problema principal não é falta de amor — é falta de preparo
Como funciona o trabalho real de proteção animal
Projetos sérios não atuam apenas recolhendo animais.
Eles trabalham em três frentes:
1. Prevenção
Orientação antes da adoção
Avaliação de perfil do tutor
Educação contínua
2. Intervenção
Resgates documentados
Tratamento veterinário
Reabilitação comportamental
3. Responsabilização
Denúncias
Acompanhamento de casos
Mediação entre comunidade e órgãos públicos
Sem essa estrutura, o abandono vira um ciclo infinito.
O que ainda falta nas leis
Apesar do avanço jurídico, existem falhas estruturais:
fiscalização insuficiente
poucos agentes treinados
falta de cadastro nacional de tutores
ausência de políticas permanentes de castração
dificuldade em aplicar multas
Ou seja, a lei pune, mas ainda previne pouco.
A importância da adoção responsável
Adotar é assumir um compromisso de até 20 anos.
Antes de adotar, a pessoa precisa avaliar:
renda estável para veterinário
tempo diário disponível
ambiente adequado
concordância de toda família
planejamento para viagens e mudanças
A pergunta correta não é:
“Quero um animal?”
Mas sim:
“Consigo cuidar por toda a vida dele?”
Responsabilidade coletiva
O abandono não é responsabilidade apenas do tutor.
Sociedade
Não incentivar compra por impulso
Denunciar maus-tratos
Educar crianças desde cedo
Poder público
Castração gratuita contínua
Educação nas escolas
Fiscalização ativa
Comércio
Venda responsável
Rastreabilidade de origem
Proibição de comércio irregular
Sem integração, a lei vira apenas punição posterior.
A melhor solução: prevenção estruturada
A única forma comprovadamente eficaz de reduzir abandono é:
educação obrigatória antes da adoção
castração acessível
registro do tutor
responsabilização real
acompanhamento pós-adoção
Resgatar salva vidas individuais.
Educar salva gerações inteiras.
Importante
Sim, abandonar animais é crime.
Mas mais importante que punir é evitar que aconteça.
A transformação ocorre quando a sociedade entende que ter um animal não é um direito é uma responsabilidade legal e ética de longo prazo.
Quanto mais informação chega antes da adoção, menos animais precisarão ser resgatados depois.
Combater o abandono começa com uma pergunta simples:
estamos preparados para cuidar ou apenas queremos ter?
Canal de acessórios Monika Silva
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Publicado por Monika pet
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