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Por Uma Ética que Inclui Todas as Vidas

Manifesto Vegano: Por Uma Ética que Inclui Todas as Vidas Não foi apenas um boi correndo pelas ruas. Foi um corpo tentando sobreviver. Foi o instinto gritando mais alto que o sistema. Quando um animal foge a caminho do abate, ele expõe uma verdade que muitos preferem não enxergar: ninguém quer morrer . Nenhum ser senciente aceita a violência de forma passiva. O medo, a dor e o desejo de viver não são exclusivos da espécie humana. O veganismo nasce dessa constatação simples e incontestável: explorar animais não é necessidade, é escolha . Animais não são produtos Chamam de “cadeia produtiva”, “mercadoria”, “abate humanizado”. Nós chamamos de exploração. A linguagem suaviza, mas não elimina a realidade: vidas são reduzidas a números, peso e lucro. O boi que correu não era um acidente. Ele é a consequência direta de um sistema que transforma indivíduos em coisas e normaliza a violência desde que ela seja lucrativa e legalizada. A violência invisível também é violência A maioria dos animai...

O Desastre do Abandono de Animais



O Desastre do Abandono de Animais

Por: Monika Pet

Apesar  dos avanços da causa animal, o abandono continua em alta junto a falta de conscientização da população e de um trabalho eficaz. Continuamos devendo aos nossos amigos de quatro patas o respeito e a dignidade desse elo de amizade que mudou a história para sempre de lobos selvagens a cães domesticados e fiéis companheiros. Essa união soma mais de 14 mil anos, Sim! Nossa história com eles é longa e essa experiência sempre foi positiva, por toda a colonização global comprovada pela ciência.

Nos últimos levantamentos de órgãos responsáveis, são mais de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, sendo 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS)

Número assustador para um país que fica entre os 10 maiores amantes dos animais. Nos lares brasileiros soma-se 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos, aponta IBGE 44,3% dos lares têm pelo menos um cão e 17,7% têm ao menos um gato.
Números que tende a dobrar, qual o erro então?

Como em outros setores,infelizmente não se investe em prevenção principalmente dentro das áreas de alto risco de abandono e maus tratos, um erro gravíssimo que gera altos custos na saúde pública.

A desigualdade social, miséria,desemprego, moradia inadequada, falta de acesso à educação e conscientização ,agravam o abandono.
É possível observar essa realidade, analisando o grande número de flagrantes deprimentes de maus tratos de cachorros e gatos, abrigos e lares temporários  lotados.

De acordo com a Lei Federal nº 9.605 de 1998, abandonar ou maltratar animais é crime. Além disso, a Lei Federal nº 14.064, sancionada em 2020, prevê pena de até cinco anos de prisão, proibição de guarda e multa para quem fizer isso. Deixa claro que ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime e o abandono é caracterizado como um tipo de mau-trato. Ainda segundo a legislação de proteção animal brasileira, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço se ocorrer a morte do animal.

Se a conscientização sobre adoção responsável, maus-tratos e abandono de animais fossem devidamente sabidas e respeitadas, com educação ambiental, bem estar animal dentro das escolas e comunidades, o abandono seria diminuído consideravelmente.

Órgãos responsáveis, canais de comunicação e a população em geral precisam destacar, que ao adotar ou comprar um animal de estimação, seja ele um gato, cachorro, ou qualquer outra espécie, o tutor é responsável pelo bem-estar dele, por sua saúde e por prevenir possíveis danos que o pet possa causar à população ou ao meio ambiente.

Animais abandonados podem morrer de frio, fome e estão propensos a algumas doenças; podem causar acidentes nas ruas e estradas; podem atacar outros animais e pessoas e, consequentemente, aumentar a ocorrência de doenças infecciosas transmitidas de animais para humanos e vice-versa.

Destacando a PL aprovada pelo Senado Federal, os animais ingressam no grupo dos seres sencientes, ou seja, são capazes de sentir e demonstrar as suas emoções.

Reforçando fatores ligados à adoção responsável de animais levando em consideração antes de trazer consigo um novo membro pet para casa:

- Adote um animal de um abrigo. Geralmente já estão castrado(após os 6 meses)e com a vacinação em dia(após 45 dias), vermífugado e livre de parasitas

- Certifique-se de suas condições financeiras, abrigo, alimentação, adestramento em alguns casos e visitas ao veterinário quando for necessário.


- Se seu tempo é suficiente para cuidar do animal, com paciência, brincadeiras, muito amor e passeios frequentes.

-  Se os membros da da família estão de acordo como essa adoção e irão contribuir com os cuidados e atenção que o animal necessitar. Um animal de estimação vive em média 12 anos.

- Se pode oferecer um abrigo confortável e alimentos ao pet mesmo nos períodos em que esteja afastado de casa.

- Importante Identificar seu pet por meio de plaquinhas, e  castrá-lo (seja macho ou fêmea) combatendo de forma eficiente o abandono.


Telefones e endereços para denúncia

Rio de Janeiro

  • Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais do Rio de Janeiro – site ou telefone: 1746
  • DEMA – Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Tel.: (21) 3399-3290 ou (21) 3399-3298


  • Brasil



Conclusão: O abandono de animais no Brasil precisa ser revisto e colocado em prática políticas públicas e privadas que promovam  conscientização da guarda responsável, campanhas  gratuitas de castração de animais em massa  a fim de controlar a população de cães e gatos sujeitos à situação de risco.




Monika Pet, fundadora do Projeto Uivos e Miados, ativista e free-lancer. Ama os animais,viajar, natureza e a arte. Buscando sempre mudanças significativa para o meio-ambiente e o planeta.





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