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Dermatite em Pets: Como o Calor Afeta a Pele do Seu Cão

Alerta de Verão: Por que o calor pode ser o maior inimigo da pele do seu pet? Com as temperaturas a subir, a nossa preocupação costuma focar-se na hidratação e no passeio em horários frescos. Mas sabia que o calor e a humidade são a combinação "perfeita" para o aparecimento de doenças de pele? Recentemente, especialistas alertaram para o aumento significativo de casos de dermatite em cães e gatos durante os meses mais quentes. Segundo a veterinária Carla Perissé, especialista em dermatologia, o ambiente quente e húmido favorece a proliferação de microrganismos que atacam a saúde cutânea dos nossos melhores amigos. Os Vilões do Verão Não é apenas o sol forte que incomoda. A junção do calor com a humidade cria o cenário ideal para: Sarnas e Micoses: Fungos e ácaros reproduzem-se mais rapidamente. DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulga): O calor acelera o ciclo de vida das pulgas, aumentando o risco de picadas e reações alérgicas severas. Proliferação Bacteriana: O suor ...

Seborreia em cães e gatos

As doenças de pele em cães e gatos são muito comuns. Diversos são os problemas que os pets podem apresentar e seus sintomas são variados, assim como a coceira, irritação, queda de pelos, feridas, crostas, entre outros.

As causas também são diversas e podem incluir infestações por ectoparasitas (pulgas, ácaros, piolhos e carrapatos), infecções por bactérias ou fungos, alergias (alimentar ou não) e até problemas comportamentais.

No artigo de hoje vamos falar sobre a seborreia, uma doença que atinge a camada mais externa da pele e pode trazer bastante incômodo para o animal e o seu tutor.

Seborreia – o que é?

Do latim, Sebum (sebo) e do grego Rhoia (fluxo), a seborreia é uma patologia de pele onde ocorre um defeito na queratinização e na secreção de sebo, com uma consequente inflamação da pele, caracterizando a dermatite seborreica. Atualmente, os termos disqueratinização ou distúrbios queratoseborreicos têm sido considerados os mais corretos para nomear a doença.

Etiologia: As células da epiderme são renovadas a cada 21 dias, sendo que elas “surgem” na camada basal e vão se transformando até chegar à última camada, a córnea, onde “morrem”.

Durante esse processo fisiológico ocorre também a queratinização das células: a queratina (uma proteína) funciona como a proteção física e mecânica, conferindo o aspecto normal da pele saudável. O que mantém as células aderidas durante todo o processo é a secreção sebácea. Uma falha em qualquer parte de todo esse mecanismo dá início ao quadro seborreico.

Causas

Primeiramente, há de se diferenciar a seborreia primária da secundária. Primária: é quando a seborreia ocorre devido a fatores genéticos, sem motivo “conhecido”. Ou seja, não há uma doença de base causando-a.

Felizmente, ela corresponde à minoria dos casos. As raças mais acometidas são West Highland White Terrier, Cocker Spaniel Americano, Basset Hound, Golden Retriever, Setter Irlandês e Pastor Alemão.

Secundária: é a mais comum e ocorre devido a um problema primário que altera o equilíbrio do processo já explicado no texto. Doenças parasitárias como sarnas, infestação por pulgas, micoses e infecções bacterianas podem causar seborreia.

As alergias como atopia e alergia alimentar, deficiências nutricionais e também doenças hormonais, como hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo, são outras causas comuns.

Sinais clínicos

Os sintomas principais são bem visíveis e a seborreia pode se apresentar de duas formas, seca e oleosa:

Seca: pele e pelagem secas e aparentemente quebradiças, descamação excessiva.

Oleosa: presença de sebo visível, geralmente sem descamação, hiperqueratose (pele escurecida).

O prurido (coceira) geralmente se apresenta em intensidade leve, principalmente quando há inflamação associada (dermatite seborreica). Há ainda a seborreia mista, que apresenta sintomas dos dois tipos, concomitantemente.

Tratamento

O primeiro passo do tratamento é detectar se trata-se de uma seborreia primária ou secundária. Se for primária, o tratamento deve ser para o resto da vida, a fim de aliviar os sintomas, já que não há cura. Para a seborreia secundária, deve-se tratar a causa de base concomitantemente ao tratamento da seborreia, daí a necessidade de um diagnóstico preciso da doença primária.

O tratamento tópico, através de loções e xampus é o que vai ajudar a cessar os sintomas da doença. Obviamente, que se a causa de base não for tratada, dificilmente haverá sucesso.

O uso de xampus terapêuticos é o principal passo do tratamento. Os xampus com efeito queratolítico (dissolve a queratina) ajudam remover o excesso de descamação, deixando a pele limpa e pronta para outros passos do tratamento.

Já os xampus queratoplásticos ajudam na epitelização após a limpeza. Hidratantes, umectantes e emolientes podem ser utilizados para ajudar na recuperação.

Os banhos devem ser de no mínimo 2 vezes por semana no início do tratamento, espaçando o intervalo gradativamente até remissão dos sintomas. O tratamento da seborreia geralmente dura de 30 a 60 dias.

Opção de tratamento: Peróxido de Benzoíla

O Peróxido de Benzoíla é um composto com ação antibacteriana, e que inibe a proliferação da epiderme e a produção de sebo na pele. Além disso, o Peróxido de Benzoíla é considerado um ativo queratolítico e anti-inflamatório. Graças ao seu efeito antibacteriano, é um dos ativos principais em seborreias associadas à piodermites, frequentes na clínica de cães e gatos.

Syntec do Brasil oferece o Peróxido de Benzoíla ao mercado veterinário através do produto PEROÍLA®.

PEROÍLA® é indicado para cães e gatos, por sua ação anti-pruriginosa, queratolítica e comedolítica, sendo recomendado para a higiene e para o tratamento clínico ou preventivo da seborreia, das dermatites e das piodermites das dobras interdigitais.

PEROÍLA® é uma preparação antibacteriana de uso tópico, que atua sobre o Staphylococcus spp. causadores de piodermites. PEROÍLA® limpa os folículos e reduz a produção das glândulas sebáceas.



Referências

ALVES, F.S. Diagnóstico e tratamento das alterações de queratinização. Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia. (Cadernos Técnicos da Escola de Veterinária da UFMG). nº 71 – dezembro de 2013.

HALLIWELL, R.E.W. Rational use of shampoos in veterinary dermatology. Journal of Small Pratice. n.32, p.401-407, 1991.

MULLER, W.H.; GRIFFIN, C.E.; CAMPBELL, K.L. Muller e Kirk’s Small Animal Dermatology. 7ed. St Louis: Elsevier, 2012. 938p.



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