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Por Uma Ética que Inclui Todas as Vidas

Manifesto Vegano: Por Uma Ética que Inclui Todas as Vidas Não foi apenas um boi correndo pelas ruas. Foi um corpo tentando sobreviver. Foi o instinto gritando mais alto que o sistema. Quando um animal foge a caminho do abate, ele expõe uma verdade que muitos preferem não enxergar: ninguém quer morrer . Nenhum ser senciente aceita a violência de forma passiva. O medo, a dor e o desejo de viver não são exclusivos da espécie humana. O veganismo nasce dessa constatação simples e incontestável: explorar animais não é necessidade, é escolha . Animais não são produtos Chamam de “cadeia produtiva”, “mercadoria”, “abate humanizado”. Nós chamamos de exploração. A linguagem suaviza, mas não elimina a realidade: vidas são reduzidas a números, peso e lucro. O boi que correu não era um acidente. Ele é a consequência direta de um sistema que transforma indivíduos em coisas e normaliza a violência desde que ela seja lucrativa e legalizada. A violência invisível também é violência A maioria dos animai...

SERÁ QUE MEU CACHORRO ESTÁ COM A DOENÇA DO CARRAPATO?

O que é a babesiose canina e como é transmitida?

A doença do carrapato consiste em um processo infeccioso generalizado. É ocasionado por um exemplar da família dos hematozoários: o Babesia canis. Os microrganismos desta família também podem provocar várias doenças mais benignas que a babesiose.
Os últimos estudos determinaram que existem 4 genótipos de Babésia. A Babesia canis vogeli, Babesia canis canis, e Babesia canis rossi (doença de Lahler). Até o momento, somente a Babesia canis vogeli está relacionada à babesiose. Foi encontrado no sangue dos animais infectados e dos carrapatos Rhipicefalus sanguineus.
Babesia canis vogeli é um hematozoário intracelular de ciclo indireto. Por isso, precisa de uma hospedagem intermediária para desenvolver suas larvas. Costuma colonizar o intestino, o ovário e, principalmente, as glândulas salivares de diversos carrapatos. Sobretudo, da família Rhipicefalus sanguineus.
Este pequeno parasita externo tem enorme capacidade de sobrevivência, mas seu desenvolvimento ótimo ocorre em climas mais quentes ou temperados. É por isso que sua maior população se encontra em países tropicais e subtropicais. Na Europa, a população é crescente e tende a se proliferar com a chegada do verão.
A forma mais comum de transmissão da babesiose canina é por meio da picada dos carrapatos. Por isso, a melhor prevenção consiste em evitar a proliferação destes parasitas.

Quais os sintomas e tratamentos da babesiose canina?

Uma vez picado pelo carrapato afetado, o período de incubação nos cães costuma durar de 2 a 4 semanas. Os primeiros sintomas notáveis da babesiose canina podem demorar de 1 a 2 meses para aparecer.
O mais preocupante desta doença é a velocidade de expansão dos hematozoários. Ao atingir a corrente sanguínea, rapidamente afetam glóbulos vermelhos, macrófagos e os tecidos do pulmão e do fígado.
Começa um decaimento geral na saúde do animal afetado durante as 24 horas posteriores à identificação dos primeiros sintomas. A maioria dos cães com babesiose precisam ficar em terapia intensiva para controlar a evolução do quadro infeccioso.
Os sintomas mais frequentes da doença do carrapato são a febre e:
  • Falta de apetite e perda de peso
  • Abatimento e sono excessivo
  • Aumento na produção de bilirrubina
  • Hemoglobinúria (ruptura dos glóbulos vermelhos)

Diagnóstico precoce

É importante que a doença seja tratada devidamente após o aparecimento dos primeiros sintomas. Caso contrário, pode evoluir rapidamente e ocasionar danos irreversíveis ao fígado e ao pulmão.
A intensidade dos sintomas varia em cada animal. Um cão imunodeprimido ou mais idoso pode apresentar sintomas mais intensos do que os animais mais jovens e saudáveis. Cães desnutridos ou mal alimentados possuem o sistema imunológico mais vulnerável a todos os tipos de doenças.
O diagnóstico precoce, portanto, é fundamental para permitir a cura integral da babesiose canina. O animal deverá ser hospitalizado rapidamente.
É indispensável evitar que os parasitas se proliferem no corpo do animal. O ideal é realizar a desparasitação interna e externa periodicamente. Também podem ser utilizados sabões ou coleiras antipulgas, seja como remédios naturais ou para espantar os parasitas através do cheiro.


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