Manifesto Vegano: Por Uma Ética que Inclui Todas as Vidas Não foi apenas um boi correndo pelas ruas. Foi um corpo tentando sobreviver. Foi o instinto gritando mais alto que o sistema. Quando um animal foge a caminho do abate, ele expõe uma verdade que muitos preferem não enxergar: ninguém quer morrer . Nenhum ser senciente aceita a violência de forma passiva. O medo, a dor e o desejo de viver não são exclusivos da espécie humana. O veganismo nasce dessa constatação simples e incontestável: explorar animais não é necessidade, é escolha . Animais não são produtos Chamam de “cadeia produtiva”, “mercadoria”, “abate humanizado”. Nós chamamos de exploração. A linguagem suaviza, mas não elimina a realidade: vidas são reduzidas a números, peso e lucro. O boi que correu não era um acidente. Ele é a consequência direta de um sistema que transforma indivíduos em coisas e normaliza a violência desde que ela seja lucrativa e legalizada. A violência invisível também é violência A maioria dos animai...
Bairro da Zona Oeste, o Recreio dos Bandeirantes no Rio de Janeiro é cheio de misturas e contrastes. A margem do Canal das Taxas, uma espécie de santuário para jacarés-de-papo-amarelo, capivaras, cobras e aves, entre outros animais silvestres, alguns ameaçados de extinção. Habitantes famosos do Recreio, os jacarés eram vistos com frequência passeando pelo trecho urbano do pedaço até que as margens do canal ganharam proteção, há pelo menos cinco anos, com a instalação de uma cerca formada por tocos de árvores e grades. Garantiu-se, assim, a convivência pacífica entre répteis e humanos. “É um alento morar de frente para a natureza, com esse clima pantaneiro, bucólico, que transmite a paz. Sempre antes de colocar meu filho para dormir, desço e caminho com ele pela margem. Vira uma distração, um programa ecológico que adora. E ele pede para ir na rua ver os jacarés”, conta a dentista Bianca Hertz, de 34 anos, mãe do pequeno Heitor, 1. Segundo ela, os bichos são excelentes vizinh...